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12 de dez. de 2009

Divulgação: jornal Diário Popular, 09/12/09


Texto da Mostra SIGAM - Todos os dons de Pandora:

escrito pela professoras (IAD/UFPel), Larissa Patron Chaves e Ursula Rosa da Silva



Exposição II SIGAM – Seminário Internacional de Gênero, Arte e Memória


Os artistas contemporâneos demonstram que a criatividade e a capacidade de inovação do homem ainda não dá sinais de esgotamento. A capacidade de abstração, reconfiguração plástica, metafórica e conceitual do ser humano, em especial dos artistas, permite a arte manter-se viva, mutante e ainda surpreendente.
  Privilegiados, os artistas de nossos dias tem um cardápio a disposição que permite pinçar todo o conhecimento já produzido em arte e nos conhecimentos gerais, para então destacar o "olhar" que julguem importantes, e então trabalhar conforme as metas que definiram para nortear a sua produção. Além de uma liberdade que não limita as criações a subordinação de técnicas e linguagens artísticas e suas especificidades, o artista contemporâneo que pode trabalhar tanto em linguagens tradicionais como a pintura e a escultura, ou híbridos, que podem gerar casamentos quase insólitos de linguagens e veículos tradicionais, contemporâneos, efeitos físicos e temporais, e interatividade por parte do público. O interessante é notar que hoje em dia o artista tem em mãos uma espécie de "memória cultural" a sua disposição, que permite brincar com uma tradição da arte, representada nos seus museus e sua história, e com isso configura seus trabalhos como se fossem blocos para montar, cada um deles com resquícios de alguma produção realizada.
Concomitante a essas questões, a arte na atualidade está ancorada muito mais em dúvidas do que em certezas, levantando hipótese e antíteses em vez de confirmar teses. A sua ancoragem nas diferenças e nas diversidades estão presentes nas temáticas abordadas pelos artistas, os quais muitas vezes recorrem a questões da memória. Enquanto o artista do século XIX passeava pela natureza em busca de inspiração, o artista contemporâneo passeia pela história da arte, no que se refere as diferentes citações e apropriações utilizada nas obras. Ainda, na nossa sociedade emergem conhecimentos que apontam para a revisão de competências sociais e epistemológicas para que cada um seja construtivo de sua individualidade e que ao se conhecer, se reconheça nos outros e nas coisas que o cercam.
A compreensão do trabalho de artistas contemporâneos perpassa por algumas questões epistemológicas fundamentais, como por exemplo, a mudança da produção para a reprodução em obras de arte, já afirmadas na superação da linguagem modernista nas obras. A mudança da produção para a reprodução na arte faz alusão também as próprias experiências do artista, enquanto ser social, no mundo contemporâneo. De uma forma geral, nossa realidade de mundo é mediada, e o mundo real sobre o qual as nossas representações artísticas e culturais estavam assentadas foi arrancado de nossos pés.
Nessa perspectiva, a obra de arte na contemporaneidade surge como texto. O que é trabalhado já não mais pretende ser o real, mas uma espécie de tradução desse real, a forma como o artista o compreende e o dá a compreender. A reprodução menciona à apropriação como forma de concepção da obra, pois o artista trazendo uma referência do passado, e de suas memórias, por exemplo, renova as próprias noções de autenticidade e de autoridade.
O trabalho das artistas propõe olhar o corpo de diversas formas, seja pelo olhar feminino, seja o feminino que apresenta o masculino e/ou as feminilidades, ou antes, refletindo o interior e o exterior humanos sem rosto, sem sexo definido, mas pelo simples modo de estar no mundo. Riscar, rasgar, mostrar o mundo por estes olhares e, ao mesmo tempo, desvelar uma interioridade própria a cada artista é o desafio nesta mostra.


Cartaz "Todos os dons de Pandora" - Mostra SIGAM


24 de nov. de 2009

II SIGAM, Mostra de arte: Todos os dons de Pandora


Convite para a mostra de arte "Todos os dons de Pandora"
com as artistas visuais, Flavya Pereira, Helena Badia, Letícia Costa Gomes e Paloma de Leon, no II SIGAM - Simpósio Internacional sobre Gênero, Arte e Memória.

7 de out. de 2008

Convite: abertura de exposições dia 08/out, Secult/Pelotas/RS/Brasil

Exposição "Coisa Esquecida na Caixa de Pandora"

Local: Sala Frederico Trebbi, Praça Coronel Pedro Osório, 101 - Pelotas/RS/Brasil
Promoção: Secretaria de Cultura de Pelotas
Abertura: 08 de outubro de 2008, 20h
Visitação: 08 à 31 de outubro de 2008

Obra: Coisa Esquecida na Caixa de Pandora
Artista: Letícia Costa Gomes
Técnica: gravura/instalação
Ano: 2008
Site: estudiocollore.blogspot.com

6 de out. de 2008

Vernissage Secult/Pelotas: 08/outubro, 20:00h

Música e Arte no vernissage das novas exposições da Secult

A diretoria de Artes Visuais convida a todos para o vernissage de abertura das novas exposições, em cartaz a partir do dia 8 de outubro, às 20h30 nas Salas Antônio Caringi e Inah D’Ávila Costa, localizadas no Centro Cultural Adail Bento Costa da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). A Sala Antônio Caringi abrigará a exposição “No caminho do Mouse”, onde a artista plástica, Inês Rosenthal revela um olhar pessoal na era digital através de imagens impressas em adesivos. Na Sala Inah D’Ávila Costa, o diretor de Artes Visuais da Secult, Samuel Sacramento, comemora a participação do renomado artista plástico, Túlio Oliver, que desenvolveu uma exposição diferenciada, onde resgata a pintura em retábulos de madeira para expressar a devoção do povo de Deus com a esperança da renovação por um mundo melhor, intitulada “Devoção”.
“Coisa Esquecida na Caixa de Pandora” é a exposição que estará em cartaz na Sala Frederico Trebbi, localizada no hall da Prefeitura Municipal. A mostra foi selecionada a partir do Edital de ocupação 001/2008. Neste trabalho, a artista, Letícia Costa Gomes pretende dar continuidade aos estudos poéticos referentes ao entrecruzamento nos conceitos proibidos da gravura – Monotopia – com os estudos referenciais mitológicos. Durante o vernissage os presentes irão contar com a apresentação musical das irmãs Juliana Rosenthal (cavaquinho), Mel Rosenthal (violão) e a participação especial da mãe, Inês Rosenthal em “Nosso Samba”.

Data: 03/10
Hora: 13:49
Redator: Natália Gidi

fonte: http://www.pelotas.rs.gov.br/noticia/noticia.htm?codnoticia=15004

29 de mar. de 2008

Artistas visuais selecionados

Individuais na Sala Frederico Trebbi, Pelotas/RS/Brasil





Secult/Pelotas, 27/março 2008, da esquerda para a direita:

Suzi Alan, Adrian Santos, Samuel Sacramento (Diretor de Artes Visuais), Letícia Costa Gomes e José Dagoberto. Além dos 4 artistas na foto, tb foi selecionado Flávio Forlin.

Seleção dos artistas visuais inscritos no Edital 01/2008 de ocupação da Sala de Exposições Frederico Trebbi: Comissão formada por representantes das Artes Visuais na cidade -UFPel, UCPel, MAPP, Concult e Secult.

26 de mar. de 2008

Memorial Descritivo:

“Coisa esquecida na Caixa de Pandora”

O projeto apresentado visa dar continuidade aos estudos poéticos referentes aos entrecruzamentos de conceitos próprios da Gravura – Monotipia - com os estudos de referências mitológicas.

O projeto inicial da obra é composto de 50 caixas brancas dispostas enfileiradas lado a lado. Cada uma contém uma gravura ao fundo, sendo que sua referida matriz (a linha em si), estará disposta na porção inferior da caixa.
Segundo uma versão da história, Pandora recebera de presente uma caixa onde cada deus colocara um bem; tomada pela curiosidade em saber o que havia dentro da caixa, inadvertidamente ela abriu a mesma, liberando os bens ali contidos, restando somente a esperança.
Creio que a proposta, onde uma seqüência de caixas abertas e sem tampas, onde se vê dezenas de imagens de labirintos emaranhados, faz acreditar que a esperança projeta-se constantemente de cada módulo no desenrolar dos percursos – os quais sugiro como caminhos e descaminhos referentes à nossa vivência.

Cada caixa contém uma gravura distinta, uma matriz ímpar, uma esperança única, esperança essa que é por si um ato constante de esperar, desejar...


Texto de Letícia Costa Gomes

Coisa esquecida na Caixa de Pandora

Projeto de novo trabalho, selecionado pelo edital 2008 da SECULT/Pelotas
Sala Frederico Trebbi, retornando ao Hall da Prefeitura Municipal






Projeto da obra “COISA ESQUECIDA NA CAIXA DE PANDORA” -
Alinhamento em perspectiva

Projeto da obra "COISA ESQUECIDA NA CAIXA DE PANDORA" -

detalhes descritivos

Projeto da obra “COISA ESQUECIDA NA CAIXA DE PANDORA” -
Alinhamento frontal

Projeto da obra "COISA ESQUECIDA NA CAIXA DE PANDORA" -

Alinhamento em perspectiva de sequência de módulos